Volta às aulas em tempos de Covid-19

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Volta às aulas em tempos de Covid-19

Muito tem se falado sobre a volta às aulas presenciais. Esse é um assunto delicado, que requer muito cuidado e ainda gera preocupações em alunos, pais e professores. Apesar de alguns estados já terem definido o retorno das atividades das escolas, essa é uma decisão que precisa ser bem pensada.

Existe uma grande responsabilidade envolvida no retorno às aulas presenciais. Por isso, o primeiro passo da escola é se atentar às orientações oficiais estaduais e federais. A escola não pode assumir essa responsabilidade sozinha, e ela precisa ter um apoio legal em qualquer decisão tomada.

A escola deve, idealmente, ter uma abordagem mais conservadora a esse retorno. O gestor pode, por exemplo, definir que as aulas só voltariam duas semanas depois do retorno da rede pública. Dessa forma, é possível analisar a eficácia dos protocolos de segurança definidos e os perigos envolvidos com a volta às aulas em tempos de Covid-19.

Lotação da escola e revezamento de alunos

Nesse início de aulas presenciais, a escola não poderá retornar com 100% de sua capacidade. Portanto, os alunos terão de passar por algum tipo de revezamento. Uma forma de fazer isso é por meio de alternância de turmas, em que parte dos alunos tem aula presencial, de acordo com o dia ou com a semana. 

A entrada de pais e outras pessoas na escola deve ser evitada, e deve acontecer apenas em situações de urgência. A ideia é manter o ambiente mais protegido possível. Quanto maior a quantidade de pessoas dentro da escola, maior será a possibilidade de contaminação.

Durante as aulas, a escola também deve tomar medidas para evitar aglomerações, utilizar salas maiores, ambientes externos e alternar os horários de intervalo, entrada e saída dos alunos.

Higiene e medidas de segurança

Os riscos da contaminação por Covid-19 podem ser drasticamente reduzidos com uma série de medidas de higiene pessoal e de comportamento. Cabe à escola garantir que os alunos tenham fácil acesso à água, sabão e álcool gel, e que eles sigam os protocolos de segurança. 

Para manter o distanciamento de alunos, as mesas e cadeiras devem ser mantidas a uma distância mínima de 1,5m. Monitores deverão orientar os alunos a evitar aglomerações e contato físico dentro da escola.

Um ponto importante é o uso de máscara de proteção, que deve ser obrigatório em todo o ambiente escolar.

Após o término das aulas, todas as salas, mesas e cadeiras devem ser esterilizadas com uma solução de álcool 70%. Os alunos também devem ser incentivados a limparem seus objetos pessoais, como mochilas, lancheiras e bolsas.

Outra medida que deve ser levada em consideração é a aferição da temperatura de funcionários e alunos. Qualquer pessoa que apresente temperatura acima de 37,8°C deve ser impedida de entrar na escola.

Mantendo diálogo com a família

Nesse momento é importante manter uma comunicação clara e transparente com a família. Antes do retorno às aulas presenciais, é importante orientar os pais sobre os ganhos e perdas de cada decisão tomada.

A escola pode realizar uma pesquisa para entender o que os pais acham sobre o retorno às aulas presenciais. Assim, a escola consegue entender quantas famílias estão dispostas a enviar os filhos à escola e se planejar para esse retorno.

Além disso, a escola tem o papel de conscientizar a família sobre a seriedade da doença e a necessidade de seguir as medidas de segurança. Os pais devem ser orientados a informar a escola sobre qualquer tipo de sintomas e não enviar os filhos se houver suspeita de infecção por Covid-19.

Seguindo com as aulas on-line

É certo que nem todos os pais vão se sentir à vontade em mandar os filhos para aulas presenciais. Por isso, idealmente a escola deve ter uma estratégia para continuar garantindo acesso ao conteúdo das aulas remotamente. Dessa forma, esses alunos podem continuar acompanhando as aulas e não terão o processo de aprendizagem prejudicado.

Caso haja uma infecção

Uma das maiores dúvidas é o que fazer quando alguém na escola é diagnosticado com Covid-19. 

O primeiro passo é realizar o “contact tracing”, ou o rastreamento de contatos. O objetivo dessa medida é a detecção de todos os indivíduos que tiveram contato com a pessoa que apresentou sintomas. Identificadas, essas pessoas devem passar por uma quarentena de duas semanas.

Outra opção é paralisar as aulas presenciais pelo período de duas semanas e acompanhar todas as pessoas que tiveram contato com o indivíduo infectado.

Conclusão

Nenhuma evidência científica é definitiva, mas é com base nelas que a escola deve agir. A volta às aulas presenciais precisa ser feita com segurança para todos: alunos, professores, gestores e colaboradores.

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