BNCC: A importância da nova Base Nacional Comum Curricular

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BNCC: A importância da nova Base Nacional Comum Curricular

A BNCC para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental foi aprovada e homologada em dezembro de 2017. Por sua vez, o documento para o Ensino Médio foi aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) no dia 4 de dezembro de 2018 e homologado na semana seguinte, no dia 14 de dezembro, pelo Ministério da Educação.

Desde que aprovada, a implementação da Base Nacional Comum Curricular passou a gerar muitas dúvidas e questionamentos de alunos, pais e gestores de escolas. Mas, a final de contas, o que é a BNCC?

Essencialmente, a base é o documento que vai conduzir a educação básica no Brasil. Ela funciona como um guia para o desenvolvimento de planos pedagógicos para escolas de todo o país. 

Para ser aprovada, a BNCC passou por diversos estudos e debates com a população. Ao todo, cerca de 10 milhões de pessoas participaram de todo o processo de elaboração desse documento.

Em 2019, a Base Nacional Comum Curricular começou a ser implementada em escolas de todo o país. Até então, o Brasil nunca havia sido pautado por um currículo nacional. 

Como já falamos, a BNCC define todas as expectativas de aprendizagem da educação básica no Brasil, com os devidos objetos de conhecimento e componentes curriculares. Dessa forma, a base reduzirá a desigualdade do aprendizado no país, já que dá a todos a mesma chance de aprender o que é fundamental.

Apesar de já existirem Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e currículos estaduais e municipais, a grande parte das escolas ainda se pautava no que estava nos livros e em avaliações, como o Enem e vestibulares importantes.

Com essa mudança, criam-se colunas que sustentam o jeito de ensinar e aprender numa escala nacional. A partir de agora, as escolas terão de passar minimamente por aqueles conteúdos que estão estabelecidos pela BNCC. 

No início, algumas escolas com um perfil mais acadêmico temiam que a BNCC enfraquecesse o conteúdo que seria passado dentro da sala de aula. Mas a BNCC não limita o que deve ser ensinado. Ela define o que é fundamental.

A verdade é que o projeto educacional das escolas pode ir muito além do que está previsto no documento, levando em consideração também a realidade local e definições pedagógicas da rede municipal e estadual.

Essa base cria um parâmetro nacional, aproximando escolas que não estão geograficamente próximas. Isso facilita a mobilidade de famílias dentro do país. Se uma criança precisar trocar de colégio, os pais não precisarão mais se preocupar se existem diferenças curriculares entre as duas escolas. Se o aluno fizer o primeiro ano do Ensino Fundamental em um colégio, ele não estará atrasado ou adiantado em relação ao conteúdo ensinado no mesmo ano em outra escola.

A BNCC segue uma lógica de competências e habilidades, além de definir tudo que se espera do aluno durante sua trajetória escolar. A BNCC também muda a lógica de aula centrada no professor, para uma lógica centrada no aluno e na aprendizagem. A ideia por trás desse conceito é ajudar o aluno a desenvolver competências e habilidades para além da sala de aula. 

Esse processo também ajuda a formar um aluno cada vez mais autônomo, que consegue dar continuidade aos estudos sem a necessidade de um professor dizer o que ele precisa estudar. A nova Base também os prepara para suas realidades locais e mundiais, capacitando esses alunos para as carreiras do futuro.

Antes da BNCC, Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e currículos estaduais e municipais já ofereciam diretrizes educacionais para as instituições, mas o problema é que a maior parte das escolas ainda se pautava no conteúdo dos livros e no que caía na prova do Enem.

A partir de agora, o currículo do Ensino Médio deve ser dividido em conteúdos obrigatórios, as disciplinas de Português, Matemática e Inglês, que devem ocupar 60% do currículo, e Itinerários Formativos, uma formação à parte que o estudante escolherá a partir de suas preferências e intenções de carreira, que devem ocupar os outros 40% do currículo. Esse conteúdo pode ser dividido pela escola ao longo dos três anos do Ensino Médio.

Outro ponto importante da BNCC é que ela passa a pautar todos os exames e vestibulares do Brasil, limitando o conteúdo das provas ao que está previsto dentro do planejamento pedagógico desse currículo. Isso equalizará os vestibulares espalhados pelo país.

É claro que, com essas mudanças, todo o universo educativo terá de passar por um grande processo de adaptações. Os currículos das escolas terão de se adequar, os materiais didáticos precisarão de novos ajustes, e até mesmo a formação de professores terá de passar por mudanças.

É possível perceber que o grande objetivo da BNCC é integrar o ensino no Brasil e gerar novas oportunidades. No final, é como se ela fosse um manual para que escolas de todo o país não deixem de abordar nenhum conteúdo essencial aos alunos.

O Sistema Poliedro já começou a planejar a adaptação do material didático às propostas do Ministério da Educação, porém, com uma maior profundidade, característica do Poliedro. 

Também preparamos uma série de ações para auxiliar as escolas parceiras na implementação da BNCC no seu cotidiano escolar, incluindo vídeos com especialistas do Sistema de Ensino, que agora podem ser assistidos na TV Poliedro

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